Archive for novembro, 2009

O Casamento abençoado

29 novembro, 2009

CASAMENTO ABENÇOADO

“Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.” (Mc 10.9)

Em relação ao casamento, tenho sido movido pelo Espírito Santo a acreditar que esta relação deve nascer primeiro no coração de Deus, em seguida é manifesta na vida dos homens santos e sensíveis à Sua voz. Sei que este conceito entra em choque direto com várias correntes, dispostas a divinizar e abençoar toda e qualquer relação que surge; em geral impuras e pecaminosas.

A conseqüência, uma vida conjugal sem vida! Confusões; inimizades; filhos rebeldes e uma série de males que culminam com o divórcio.
O Senhor Jesus proferindo sobre o casamento afirmou:

“Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.” (Mc 10.9)

É comum pegar-se as palavras do Senhor Jesus e aplicá-las a todos os casamentos indistintamente; casou é porque Deus uniu! Esquecendo-se o caráter profundamente espiritual e a quem foi direcionada esta palavra;   o Mestre falava para o seus escolhidos, as verdades de Deus aplica-se exclusivamente àqueles que procuram viver segundo os seus princípios (santidade, pureza, confiança, temor, amor, frutos do Espírito Santo), é impraticável querermos generalizar o que é espiritual, afinal:

“… palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” (1Co 2.13,14)

:: O Casamento segundo o coração do Pai, tem o seu inicio no relacionamento revelado e abençoado; é preciso ser espiritual, cheios do Espírito Santo e sensível ao seu falar, que não haja ansiedade; e no tempo oportuno serão agraciados com a companheira (o), com o qual unirás, debaixo do consentimento Divino.

É preciso que as idéias anti-espirituais disseminadas largamente pelo diabo sejam quebradas! O namoro deve existir sim, mas, segundo a vontade de Deus. O conceito de ficar à procura da (o) esposa (o) envolvendo-se em muitos namoros é errado, é contrária à fé que afirmamos possuir. Cremos num Senhor que nos ampara em todos os aspectos e que é nosso dever sermos concordantes com a Sua vontade, porque então a procura desenfreada e carnal por uma (um) esposa (o)?  Os planos do Senhor para muitos servos, não incluem o casamento ou a formação de família, veja:

“Pois há razões diferentes que tornam alguns homens incapazes para o casamento: uns, porque nasceram assim… e outros ainda não casam por causa do Reino do Céu. Quem puder, que aceite este ensinamento.” (Mt 19:12)

Casando-se, estão excluindo do viver os propósitos para os quais fora criado. Queres casar? Ouça primeiro à vontade de Deus!  Sejam santos, puros, amorosos a Deus, este amor nos constrange a sermos fieis e tementes. Agindo assim, com certeza serás feliz, casado (a) ou não!

:: O casamento segundo o coração do homem, é oriundo de interesses diversos, por exemplo: ela engravidou; paixão; amor; romantismo; dinheiro; sexo; beleza; bem-estar; status; etc. os motivos são os mais diversos possíveis, no entanto, longe destes a manifestação e o direcionamento Divino.

Todas estas uniões são generalizadas e encaixadas pelos religiosos na afirmação: “O que Deus ajuntou não separe o homem.”

Não consigo ver em tais situações onde está a mão do Eterno, na realidade vejo a ação do diabo, que planta nos corações os mais estranhos objetivos e levados pela ilusão, culminam com o pecado e carregam sobre si o fato inevitável de uma vida conjugal péssima.

Pergunto: Como abençoar um casamento que nasceu no pecado? Há muitos pastores (sacerdotes) que se acham numa situação superior a do próprio Criador; e saem distribuindo bênçãos e endossando uniões pecaminosas. E completam:

“O que Deus uniu, não separe o homem!”

:: O Casamento nos tempos da ignorância espiritual; geralmente são aceitos pelo Senhor, por ocasião da restauração das vidas. As muitas misericórdias de Deus apagam definitivamente o  pecado, fazendo nova a criatura.

“Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna.” (Rm 6:22)

Entre os que foram libertos do pecado e transformados em servos, inúmeros serão agraciados com a manifestação misericordiosa de Deus e abençoados em vossos casamentos.

É preciso, no entanto, que sejam desfeitas todas as maldições proferidas sobre esta união por cultos e religiões contrárias à Santa Palavra; o que eles chamam de bênçãos na realidade são condenações e correntes que aprisionam as pessoas, abrindo canais de acesso para a ação maligna. Após serem restaurados e lavados no sangue precioso de Jesus e aconselhável levantar a voz e declarar ao mundo espiritual a renuncia a tais costumes e práticas. É o momento de tomar a posse da bênção sobre a união!

:: O casamento para ser santo e duradouro, necessita  que Deus seja o centro, Ele estabeleceu a união com um objetivo único, receber toda a honra e glória!  É inquestionável, portanto, a observação de todos os princípios e regras definidas na Bíblia para o bom andamento da união conjugal.  O lar deve ser consagrado a Deus; a leitura da Bíblia necessita ser em conjunto; a oração deve subir como aroma agradável; o sacrificar com jejuns de comum acordo; o culto familiar é indispensável; o ensino bíblico aos filhos um dever.

“Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.” (Dt 6.5-9)

A Bíblia ensina como deve o proceder entre o marido e mulher, pais e filhos, a família e Deus, a família e o mundo e todas as demais relações humanas.

Só é possível possuir um lar feliz, entronizando o Senhor Deus no centro  e por conseqüência observar os ensinamentos bíblicos.

:: O casamento bem-sucedido requer que o Senhor seja o centro, que a atenção do casal esteja nEle. Por melhor que seja o esposo (a) sempre haverá imperfeições, afinal, somos humanos e  sujeitos ao pecado. É relativamente normal surgirem algumas desavenças e mal-estar no relacionamento. São duas pessoas com personalidades próprias, que unidas estão pelo Senhor e pelo amor que sentem mutuamente, mas, as divergências surgem. Como contornar estas situações?  É o momento da auto-negação, do sentar e conversar como santos, abertamente e na unção do Espírito Santo.  Lembrem-se: “Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados.” (1Pe 4.8) Uns para com os outros, inclui a (o) esposa (o). Cada cônjuge precisa pagar o preço para o relacionamento fluir; reconhecendo os pontos fracos, as tendências, as imperfeições e as submeta à vontade de Deus.

“Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” (Ef 4.32) Os corações precisam ser humildes, compassivo, benigno e perdoar à semelhança do Senhor Jesus para com a nossa vida.  O ensinamento é claro: “Se vocês ficarem com raiva, não deixem que isso faça com que pequem e não fiquem o dia inteiro com raiva.” (Ef 4.26) Ouçam o Senhor e serão bem-sucedidos na vida conjugal.

Sejam abençoados!

O que é oração

29 novembro, 2009

orando

ORAÇÃO, COMUNHÃO COM DEUS

A oração consiste em manter comunhão com Deus. A fé nos faz entender que Deus existe, é um ser real que pode e quer ouvir-nos. Simplificando: orar é falar com o Senhor, expondo nossa gratidão, felicidade, adoração, necessidades e buscando socorro quando necessário. O Espírito de Deus que habita nos corações dos santos deixa-nos continuamente ligado ao Eterno, possibilitando-nos falar com Ele a cada instante, independente do lugar onde estejamos. Por exemplo: andando pelas ruas, dirigindo, numa fila de banco, trabalhando, etc. (Pode-se orar em voz audível ou apenas em espírito.) Experimente e verás que tua comunhão com o Pai se estreitará maravilhosamente.

A oração é ordenada por Deus, sem oração não há comunhão (“Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”. Is 55.6 vejam também: Mt 7.7 e Fp 4.6). Há muitos crentes que querem crescer na presença de Deus, serem úteis à obra, no entanto, não reservam tempo para orar; quando o faz é na igreja (cultos) ou no final da noite quando vão dormir, devido ao cansaço, somado ao sono, torna-se mecânica (repetitiva) e desprovida de “óleo”, uma oração sem vida. Esta prática é rejeitada por Deus e não sobe diante do Trono.  Sim, devemos orar na igreja, ao amanhecer, antes de dormir, a todo o momento; mas com zelo (“Assim também o Espírito de Deus vem nos ajudar na nossa fraqueza. Pois não sabemos como devemos orar, mas o Espírito de Deus, com gemidos que não podem ser explicados por palavras, pede a Deus em nosso favor.  E Deus, que vê o que está dentro do coração, sabe qual é o pensamento do Espírito. Porque o Espírito pede em favor do povo de Deus e pede de acordo com a vontade de Deus”. Rm 8.26,27)

As orações devem ser dirigidas exclusivamente a Deus (“Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto.” Mt 4.10 e Sl 5.2), sem intermediários e ao Senhor Jesus, o mediador (“Estevão chamava Jesus, dizendo: —Senhor Jesus, recebe o meu espírito!” At 7.59 e Lc 23.42) e ao Espírito Santo (“Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo.” Jd 1:20). A oração do justo não fica no esquecimento, é ouvida e (“Ó tu que escutas a oração” Sl 65.2) e atendida (“Moisés e Arão foram sacerdotes de Deus, e Samuel orava a ele; eles clamavam a Deus, o SENHOR, e ele respondia.” Sl 99.6; “Na minha aflição, eu clamei ao SENHOR; ele me respondeu e me livrou da angústia.” Sl 118.5). Somos ouvidos e atendidos mediante a graça de Deus (“Quando vocês clamarem pedindo socorro, o SENHOR Deus ficará com pena de vocês; ele os ouvirá e atenderá”. Is 30.19), não é mérito pessoal. Alguns de nossos clamores são atendido de imediato (“Antes mesmo que me chamem, eu os atenderei; antes mesmo de acabarem de falar, eu responderei”. Is 65.24), outros, porém, são demorados (“Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?” Lc 18.7). Devemos orar e clamar pelo que desejamos, no entanto, é preciso entender que o Senhor é soberano e que a Sua vontade é superior à nossa. Em alguns casos não somos atendidos (“Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo”. 2Co 12.8,9).

A santidade é à base de toda uma vida que deseja está em comunhão com o Senhor e usufruir a Sua graça. Infelizmente contemplamos em muitas igrejas uma espécie de “misticismo”, em troca de ofertas, recebe-se objetos “dotados de poder”, inclusive para dominar o diabo. É o evangelho fácil, totalmente desvinculado com a Palavra do Senhor.

As nossas orações são respondidas quando buscamos servir ao Senhor (“Busquei o SENHOR, e ele me acolheu; livrou-me de todos os meus temores”. Sl 34.4) de todo o coração, isto implica, em dedicação total (“Então, me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração”. Jr 29.12,13), que gera fé, que por sua vez nos faz paciente e capacita-nos a esperar o tempo oportuno (“Esperei com paciência pela ajuda de Deus, o SENHOR. Ele me escutou e ouviu o meu pedido de socorro”. Sl 40.1). Quando permanecemos firme nas promessas, somos atendidos (“Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito.” Jo 15.7), pois as nossas petições são segundo o Seu coração (“Quando estamos na presença de Deus, temos coragem por causa do seguinte: se pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, temos a certeza de que ele nos ouve.” 1Jo 5.14).

É comum encontrarmos irmãos lamentando por não serem ouvidos pelo Senhor, dificilmente colhem frutos de suas orações. Onde está o erro, no Senhor Deus? De forma alguma. Veja algumas das causas, pelas quais as orações não são atendidas:
1- Os Objetivos (“E, quando pedem, não recebem porque os seus motivos são maus. Vocês pedem coisas a fim de usá-las para os seus próprios prazeres.” Tg 4.3);
2- Corações impuros, cheios dos desejos carnais (“Mas, se eu tivesse guardado maus pensamentos no coração, o Senhor não teria me ouvido”. Sl 66.18);
3- Vida em pecado (“Sabemos que Deus não atende a pecadores; mas, pelo contrário, se alguém teme a Deus e pratica a sua vontade, a este atende”. Jo 9.31).

A oração que sobe como “aroma agradável” até o Senhor tem as seguintes qualificações:
1- Através do Espírito Santo (“Porém vocês, meus amigos, continuem a progredir na sua fé, que é a fé mais sagrada que existe. Orem guiados pelo Espírito Santo”. Jd 20);
2- Coração cheio de fé (“Se crerem, receberão tudo o que pedirem em oração”. Mt 21.22);
3- Vida pura e contrita (“Portanto, cheguemos perto de Deus com um coração sincero e uma fé firme, com a consciência limpa das nossas culpas e com o corpo lavado com água pura”. Hb 10.22);
4- Ser sábio nas petições (“Vou orar com o meu espírito, mas também vou orar com a minha inteligência.” 1Co 14.15);
5- Com sinceridade (“Ó SENHOR Deus, atende o meu pedido de justiça! Escuta o meu pedido de ajuda. Ouve a oração que faço com sinceridade”. Sl 17.1);
6- Santidade (“Quero que em todos os lugares os homens orem, homens dedicados a Deus; e que, ao orarem, eles levantem as mãos, sem ódio e sem brigas”. 1Tm 2.8);
7- Humildade (“se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.  Estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração que se fizer neste lugar”. 2Cr 7.14,15);
8- Incessante (“Orai sem cessar”. 1Ts 5.17 e “…põe a sua esperança em Deus e ora, de dia e de noite, pedindo a ajuda dele”. 1Tm 5.5);
9- Orar em qualquer lugar (“Quero que em todos os lugares os homens orem, homens dedicados a Deus”. 1Tm 2.8).

A nossa ligação com o Senhor obrigatoriamente precisa ser íntima, isto implica em possuir a Sua mente, ou seja, pensarmos e agirmos de à Sua semelhança.

“Não se preocupem com nada, mas em todas as orações peçam a Deus o que vocês precisam e orem sempre com o coração agradecido”. Fp 4.6

Amém!

Elias R. de Oliveira

Ore comigo

29 novembro, 2009

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Orações para diversas ocasiões

Clique abaixo e escute em seu computador

Oração – Doença

Oração – Familia

Oração – Depressão

Oração – Emprego

Oração – Sentimentos

Oração – Trabalho

Oração – Emprêsa

Oração – Finanças

Oração – Casamento

Oração – Medo

Oração – Tomada de decisão

Pr. Douglas Falcinskas

DEUS O ABÊNÇOE

Brasil terá 500 mil novos casos de câncer em 2010

29 novembro, 2009

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Brasil terá 500 mil novos casos de câncer em 2010, indica estudo feito pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Câncer mais comum

Cerca de 490 mil novos casos de câncer deverão ser registrados no Brasil em 2010, estima o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Estudo divulgado pela instituição indica que 52% desses casos serão de mulheres (253 mil), enquanto os homens responderão por 48% (236 mil).

Veja na íntegra »

Como devemos ler a bíblia?

26 novembro, 2009

como ler a Biblia

Como ler a Bíblia

A Bíblia é um livro complexo e passível de muitas interpretações errôneas (2 Pe 3,16), para evitar esse perigo devemos seguir algumas orientações básicas. Antes de tudo é preciso diferenciar a simples leitura da Bíblia de sua compreensão e de sua interpretação, pois a falta desta distinção tem dado origem a muitos equívocos e a criação de inúmeras seitas.

A leitura é um processo que tem como condição necessária o entendimento básico da língua que se fala e suas funções gramaticais para não confundirmos o uso e o sentido das palavras. Ler a Bíblia é diferente de ouvi-la, pois como sabemos a leitura nos tempos bíblicos era um privilégio de poucos (em geral sacerdotes), já a “escuta da Palavra” era algo acessível à maioria das pessoas no templo. Como podemos conferir em alguns textos bíblicos, há uma ênfase maior na pregação da Palavra (kerigma) do que na sua leitura, uma vez que esta última diz respeito a um cuidado maior ao entendê-la e interpretá-la.

Entender e explicar a Bíblia requer uma série de informações que permitam uma compreensão ampla, tais como, noções da língua em que foi escrito o texto em questão (em geral os textos foram escritos em hebraico, aramaico ou grego), as circunstâncias históricas, políticas e sociais da época (a Bíblia é um conjunto de livros que foram escritos há aproximadamente três mil anos atrás, o Pentateuco, por exemplo, é datado por alguns estudiosos do séc.VI a.C.), também é fundamental ter noções de cultura judaica e grega, dos gêneros literários (cartas, apocalipses, evangelhos, hinos, salmos, etc.), informações sobre o autor do texto, o estilo, os destinatários e a intenção por trás do texto, tudo isso é imprescindível para sua correta compreensão.

Uma vez lido o texto e compreendido seu conteúdo é necessário sua interpretação, isto é, aplicá-lo à nossa realidade para captar sua atualidade em relação aos problemas vivenciados pela Igreja de hoje, com isso pode-se avaliar qual atitude devemos tomar diante dos desafios atuais. Segundo o Catecismo da Igreja Católica (parágrafo 112) devem-se seguir três critérios na interpretação da Sagrada Escritura: 1. Prestar atenção ao conteúdo e a unidade da Sagrada Escritura toda; 2. Ler a Escritura dentro da tradição viva da Igreja; 3. Estar atento à analogia da fé.

“A Palavra de Deus deve ser lida e interpretada com a ajuda do mesmo Espírito que levou à sua redação”, assim afirmam os bispos no documento Dei Verbum (12,3) do Concilio Vaticano II. Mas alguém poderá perguntar: Em qual Espírito foi escrita a Bíblia? O Espírito que preside a Palavra de Deus é um Espírito de comunhão e unidade, ou seja, comunitário (1 Cor. caps.12 e 13), nele não há divisão nem confusão.

Os judeus liam e ouviam as Escrituras Sagradas (Tanak), mas desconheciam seu verdadeiro conteúdo, Jesus Cristo. Jesus apresenta-as como testemunho Dele (Jo 5,39) e explica-as aos seus discípulos (Lc 24,25). Uma vez instruídos seus discípulos, Jesus os faz apóstolos e lhes dá a autoridade de pregar (“Quem vos ouve a mim ouve” Lucas 10, 16) e ensinar (Ide, portanto, fazei discípulos meus… ensinando-os a observar tudo quanto vos ordenei. Mt 28,19). Esta autoridade para ensinar e interpretar as Escrituras foi dada aos Doze, não a qualquer um.

Como também nos adverte ainda o apóstolo Pedro: “antes de mais nada, sabei isto: que nenhuma profecia da Escritura resulta de uma interpretação particular” (2 Pe 1, 20). Esta interpretação particular das Escrituras foi o responsável pela Babel (confusão) de seitas que têm surgido desde o século XV até hoje, cada uma usando a Bíblia segundo seus ?interesses particulares? (poder, dinheiro, fama) e nenhuma concordando com as outras, mesmo nas coisas mais fundamentais, tais como regras de agir, de vestir, forma de celebrar, dia de celebração, forma de adorar, de se relacionar com as pessoas, etc. Muitas destas seitas omitem certas passagens bíblicas que não as favorecem e usam apenas as que parecem confirmar suas ideias (em geral muitas delas usadas fora de seu contexto literário e histórico).

A interpretação é uma tarefa árdua que compete apenas ao Magistério da Igreja (Catecismo, parágrafo 85), uma vez que os estudos a respeito da arqueologia, história, cultura, língua, costumes do povo da época em que foi escrita a Bíblia, não são acessíveis a maior parte da população. Já conhecemos suficientemente o resultado das interpretações particulares das Sagradas Escrituras: confusões doutrinárias, divisão na Igreja, sectarismos, preconceitos religiosos, conflitos e guerras religiosas. Tudo isso em nome da “verdade”. Por essas razões leiamos a Bíblia, mas tenhamos cuidado para não cairmos na tentação de querer entendê-la segundo nossas conveniências e nossos preconceitos, mas de acordo com aquilo que foi confiado a comunidade de fé.